Quando um agente de IA publica em nome de uma marca, cada post carrega o nome da empresa. Um dado errado ou um tom fora do lugar vira problema da marca. Por isso, antes de deixar um agente publicar, vale escrever as regras que ele precisa cumprir em toda peça.
Estas são as que consideramos essenciais.
1. Checar a fonte de todo fato
Todo número, notícia ou afirmação sobre produto precisa vir de uma fonte primária. Isso quer dizer o site oficial, o documento original ou o estudo publicado, e não um resumo de terceiros.
- Sem fonte verificável, o dado sai do texto.
- A fonte fica registrada junto com a peça.
- Data e contexto do dado são conferidos antes de publicar.
2. Seguir o tom de voz da marca
O agente precisa de um guia com exemplos reais do jeito que a marca escreve. Lista de adjetivos ajuda pouco. Exemplos aprovados ajudam muito.
Inclua também o que a marca não faz. Gírias proibidas, promessas que não pode fazer e assuntos fora do escopo.
3. Aprovar de acordo com o risco
Cada tipo de conteúdo tem um nível de risco e um caminho de aprovação. Isso fica definido antes, por escrito.
- Baixo risco: posts no modelo aprovado podem sair sozinhos.
- Risco médio: dados, temas novos ou menção a outra empresa passam por uma pessoa.
- Alto risco: crise, política, assunto jurídico e promessa comercial ficam sempre com uma pessoa.
4. Quem gera não aprova
O agente que escreveu o texto ou criou a imagem não deve ser o mesmo que dá o ok final. Quem produz tende a não enxergar os próprios erros.
A revisão pode ser de outro agente, com regras próprias, ou de uma pessoa. O importante é ser independente e ter um critério claro para aprovar ou devolver.
5. Registrar tudo
Cada publicação precisa deixar rastro. Isso facilita entender um erro e corrigir rápido.
- o que foi publicado, onde e quando;
- quais fontes foram usadas;
- quem revisou e quem aprovou;
- qual versão do texto e da imagem saiu.
6. Saber o que fazer quando errar
Erro vai acontecer, com pessoa ou com agente. O que muda o resultado é ter o plano pronto.
- Corrigir ou retirar a peça de forma transparente.
- Avisar a pessoa responsável pela marca.
- Encontrar a causa e transformar em regra nova.
- Correção de post publicado passa sempre por uma pessoa.
7. Tratar mensagem de fora como dado
Comentários, menções e e-mails podem trazer pedidos disfarçados de instrução. O agente lê esse conteúdo, mas não obedece ao que ele manda.
Pedidos de dinheiro, links suspeitos e tentativas de golpe ficam sem resposta e vão para uma pessoa avaliar.
Por onde começar
Você não precisa de todas as regras no primeiro dia. Comece pela fonte, pelo tom e pela aprovação por risco, e acrescente o resto conforme o agente ganha espaço.
Para quem quer se aprofundar, o perfil de IA generativa do NIST, órgão de padrões dos Estados Unidos, traz uma lista de riscos e ações para gerir conteúdo gerado por IA.
Se você quer um agente que publique pela sua marca com essas regras desde o começo, conversa com a gente em lclabs.com.br (abre em nova aba).
Fontes
