Muita empresa quer usar agentes de IA no marketing e trava logo na primeira pergunta: por onde começar. A tentação é ligar tudo de uma vez, do blog às redes sociais. Quase sempre dá mais certo começar pequeno, com uma tarefa só, regras escritas e alguém olhando o resultado.

Este é o caminho que usamos com quem quer começar.

1. Escolha uma tarefa repetitiva

A primeira tarefa boa para um agente acontece toda semana, segue um padrão e hoje toma tempo de alguém do time. Ela também precisa ter um resultado fácil de conferir.

Alguns bons candidatos:

  • adaptar um artigo do blog em posts para cada rede;
  • montar o rascunho da newsletter com os conteúdos da semana;
  • responder dúvidas frequentes nos comentários com base em um texto aprovado;
  • organizar o calendário de publicações a partir de uma lista de temas.

Deixe para depois o que envolve crise, preço, promessa comercial ou assunto jurídico. Esses temas pedem mais regra e mais revisão.

2. Escreva as regras da marca

O agente só segue o que está escrito. Se o tom de voz mora na cabeça de uma pessoa, ele vai inventar um tom genérico.

Um documento curto já resolve muito:

  • como a marca fala e como não fala, com exemplos reais aprovados;
  • palavras e assuntos proibidos;
  • quais fontes valem para citar dados;
  • formato de cada canal, como tamanho, uso de link e de imagem.

Esse documento vira a base de tudo. Cada erro que aparecer depois gera uma regra nova nele.

3. Defina o que precisa de aprovação humana

Nem tudo precisa passar por uma pessoa, e nem tudo pode sair sozinho. Separe por risco antes de ligar o agente.

  • Sai sozinho: conteúdo de baixo risco que segue um modelo já aprovado.
  • Passa por alguém: tema novo, dado numérico, menção a cliente ou concorrente.
  • Nunca sai pelo agente: resposta a crise, assunto jurídico e qualquer promessa comercial.

No começo, vale revisar tudo por algumas semanas. Conforme o agente acerta, a lista do que sai sozinho cresce com segurança.

4. Meça antes e depois

Anote como a tarefa funciona hoje antes de colocar o agente. Quanto tempo leva, quantas peças saem por semana e quantas precisam de correção.

Depois compare com as mesmas medidas:

  • tempo do time gasto na tarefa;
  • quantidade de peças publicadas no prazo;
  • quantas peças voltaram para correção e por quê;
  • resultado no canal, como alcance, cliques ou respostas.

Os motivos de correção são a parte mais útil. Cada um vira ajuste nas regras.

5. Cresça um canal de cada vez

Com a primeira tarefa estável, a próxima fica mais fácil. As regras da marca, o processo de aprovação e as medidas já existem.

Em empresa pequena, um agente bem configurado pode cobrir blog e redes. Em empresa média ou grande, faz sentido separar funções, com um agente que produz, outro que revisa e pessoas responsáveis por áreas sensíveis. O princípio é o mesmo em qualquer porte: tarefa clara, regra escrita e aprovação pelo risco.

Para ir além

O NIST, órgão de padrões dos Estados Unidos, publicou um guia gratuito para gerir riscos de IA, com um perfil específico para IA generativa. É uma boa referência para montar suas regras de aprovação.

Se você quer começar com agentes no marketing da sua empresa e não sabe qual tarefa escolher primeiro, conversa com a gente em lclabs.com.br (abre em nova aba).

Fontes